Além do Gênero

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Produtora da música ‘Um Tapinha Não Dói’ é multada.

“Produtora da música ‘Um Tapinha Não Dói’ é multada.
25/03 – 20:56 – Agência Estado

A Justiça Federal de Porto Alegre condenou a empresa Furação 2000 Produções Artísticas ao pagamento de multa de R$ 500 mil pelo lançamento da música Um Tapinha Não Dói , por entender que a letra banaliza a violência e estimula a sociedade a inferiorizar a mulher. A decisão foi tomada pelo juiz federal substituto Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Federal, e pode ser contestada em instâncias superiores.
A ação foi movida há sete anos pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela organização não-governamental (ONG) Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, que alegaram que a letra justifica a violência masculina a partir do comportamento sexual da mulher. Sustentaram ainda que a liberdade de expressão não é direito absoluto e tem limitações reconhecidas pela Constituição em face do princípio da dignidade. O juiz entendeu que houve dano moral difuso à mulher e estabeleceu a multa, que deverá ser revertida ao Fundo Federal de Defesa dos Direitos.”

Fonte: Último Segundo.

Violência de Gênero e Saúde da Mulher.

“O gênero – construção social e histórica – é determinante dos padrões de relacionamento entre homens e mulheres, e assim, pode-se invocá-lo como fator determinante do processo de adoecimento e morte da população masculina e feminina.

As causas externas, ou seja acidentes e violências, estão entre as principais causas de morte da população jovem masculina. Embora sem esquecer outros fatores sociais, econômicos e políticos, já existem estudos demonstrando que os padrões de masculinidade – que valorizam a agressividade, a competitividade e a negação das emoções – levam os homens, desde a infância a adotarem comportamentos de maior risco do que as mulheres. Eles dirigem em maior velocidade e com mais ousadia, transformando-se nas principais vítimas das mortes por acidente de trânsito. A maior parte dos homicídios ocorre na população masculina. E se é menor a freqüência de suicídio entre homens do que entre mulheres, eles escolhem métodos mais agressivos e raramente saem com vida de uma tentativa deste tipo.

Analisando-se as estatísticas por mortes violentas percebe-se que as mulheres correspondem a uma parcela significativamente inferior à população masculina. Não é portanto, em termos de mortalidade que a violência contra a mulher se expressa nas estatísticas de saúde-doença, embora, deva-se ressaltar que entre os homicídios que atingem a população feminina, em torno de 70% a 80% os companheiros são os autores do crime.

A violência contra a mulher tem outra feição, na maioria das vezes o episódio agudo e mais grave da violência é o fim de linha de uma situação crônica, insidiosa, que aos poucos foi desmontando as defesas das vítimas até deixá-la completamente à mercê do agressor, sem condições até de pedir ajuda.
A violência nas relações de casal, nas relações afetivas, íntimas, no interior das famílias, expressa dinâmicas de afeto/poder, nas quais estão presentes relações de subordinação e dominação. E no contexto atual, na maioria das vezes, a mulher ainda está em posição desfavorável.

Na íntegra, aqui.

Coletivo Feminista.

Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde: http://www.mulheres.org.br

O Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde é uma Organização Não Governamental que desenvolve, desde 1985, um trabalho de atenção primária à saúde da mulher com uma perspectiva feminista e humanizada.

Inspirado pela experiência feminista internacional, o método utilizado é o da crítica ao modelo médico clássico da gineco-obstetrícia. Nosso modelo vem propondo uma ‘medicina suave’ – dos tratamentos naturais e menos agressivos – e de preocupação com o conhecimento do corpo como um dos elementos centrais para a saúde. A mulher/usuária é percebida como um indivíduo, o sujeito da ação de saúde, capaz de entender, decidir e cuidar do próprio corpo e da própria vida.

Os serviços oferecidos pelo Coletivo incluem:
– O Disk-Saúde, onde a mulher pode tirar dúvidas gratuitamente, por telefone, sobre as questões ligadas à saúde, violência, sexualidade, direitos, etc..
– As consultas de saúde e ginecológicas, pré-natal, etc..
– Atendimento psicológico
– Atendimento e informações para situações de violência doméstica, sexual, racial, etc..
– Acervo de livros, vídeos e material educativo na área de saúde da mulher
– Convênio com prefeituras e secretarias para treinamento na área de atendimento à violência, anticoncepção, saúde sexual, entre outros.

Neste site você vai encontrar, além de artigos, bibliografia e links interessantes selecionados pelo Coletivo, nossos sites temáticos sobre VIOLÊNCIA, SAÚDE E DIREITOS HUMANOS, sobre SAÚDE SEXUAL (Fique Amiga Dela), sobre Medicina Doce e sobre Humanização do PARTO e Nascimento.

O Coletivo é uma casa aberta à comunidade. Venha nos conhecer

Por uma vida sem violência.

“SPM e Fórum Feminista de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres lançam DVD “Por uma vida sem violência”.
25/03/2008 – 11:25

O DVD é sobre o ato show realizado no Canecão (RJ), em 2007, no âmbito da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

“Por uma vida sem violência – ao vivo” é o nome do DVD que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e o Fórum Feminista de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres/ SP lançam, nesta quarta-feira (26/3), às 17h, em São Paulo, no auditório Prof. Dr. João Yunes, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O DVD é sobre o ato show realizado no Canecão (RJ), no dia 26 de novembro de 2007, no âmbito da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres que teve como tema central a comemoração do primeiro ano de vigência da Lei Maria da Penha.

Nesse show, cantoras, atrizes e atores, emprestaram, generosamente, seu talento para protestar contra a violência doméstica e familiar vivenciada até hoje por milhares de mulheres brasileiras. Importantes participações como o de Alcione, Elba Ramalho, Elisa Lucinda, Lenine, Margareth Menezes, Renata Sorrah, entre outras, deram o tom do evento, promovido pela SPM, Ministério da Cultura, Secretaria de Ação Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Petrobras, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Mulher (UNIFEM) e Agende – ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento.

No lançamento de amanhã estão confirmadas as presenças da ministra da SPM, Nilcéa Freire, da vice-diretora do UNIFEM, Junia Puglia, da coordenadora da Campanha dos 16 Dias, Marlene Libardoni, além de representantes dos governos do Estado de São Paulo e de prefeituras, de conselhos municipais da mulher e do Estado de São Paulo; das coordenadorias municipais de mulheres; do Ministério Público Estadual; da Defensoria Pública; das universidades, dos movimentos de mulheres e feministas; de direitos humanos e do movimento negro.

No lançamento será apresentada a versão compacta do DVD, com duração de 10 minutos. A versão integral tem a duração de 2 horas e 15 minutos e foi produzida com o patrocínio da Petrobras. Posteriormente ao lançamento, o DVD será distribuído às organizações parceiras no enfrentamento à violência contra as mulheres e aos organismos governamentais estaduais e municipais de políticas para as mulheres.”

Fonte: Presidencia.gov.br

Violência doméstica.

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Violência contra à mulher.

Mulheres, JAMAIS aceitem esse tipo de situação, não se submetam a isso, ninguém PRECISA de um companheiro que a faça sofrer, que diz espancar por “amor”, por “amar demais”, por… Tantos “por”… NADA justifica. Não perdoem ou acreditem em frases como “foi só uma vez”, “não vai mais acontecer”, “não sei onde eu estava com a cabeça”, “eu te amo”.. Quem ama cuida, dá beijo, abraço, flores e não pancada, chute, sufoca, ameaça, xinga.. Mostre que você também gosta de respeito e tenha CORAGEM! Coragem pra fazer o certo. Coragem pra dizer basta. Coragem pra ser feliz.

DENUNCIE: Disque 180!

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – funciona 24 horas por dia, de segunda à domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e o atendimento é de âmbito nacional.

Encontre aqui uma relação de serviços de atendimento específicos para a Mulher em seu estado. São serviços prestados pelo governo federal, pelos governos estaduais e municipais, além de diversas outras instituições da sociedade civil.

Como já dizia Gabriel “O Pensador”: “Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta/Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve/Você pode e você deve, pode crer/Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver/Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu/Não quer dizer que você tenha que sofrer.

Até quando você vai ficar usando rédea/Rindo da própria tragédia?/Até quando você vai levar cascudo mudo?/Muda, muda essa postura/Até quando você vai ficando mudo?/Muda que o medo é um modo de fazer censura.

Até quando você vai levando porrada, porrada?/Até quando vai ficar sem fazer nada?/Até quando vai ser saco de pancada?.

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente/A gente muda o mundo na mudança da mente/E quando a mente muda a gente anda pra frente/E quando a gente manda ninguém manda na gente/Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura/Na mudança de postura a gente fica mais seguro/Na mudança do presente a gente molda o futuro”

Outro panfleto.

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Quem quiser ver o outro panfleto já postado, clique aqui.

Fonte: lfcc.on.ca

Informações para mães que deixaram um relacionamento abusivo.

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O site sugere a impressão do panfleto para uso no seu trabalho com mulheres.

Lei Maria da Penha terá direito à indenização.

“Após anos de luta, Maria da Penha terá direito à indenização
14/03/2008 – 15:37

O Brasil tardou 20 anos para punir o agressor. Pela demora, o País foi condenado em 2001 pela OEA.

Depois de lutar quase 20 anos pela condenação do ex-marido, a farmacêutica Maria da Penha, 63 anos, – símbolo da Lei 11.340/06 (Lei de Violência doméstica e Familiar Contra a Mulher) – poderá receber indenização de R$ 60 mil do Estado do Ceará. A proposta de indenização foi encaminhada pelo governo cearense à Assembléia Legislativa do Ceará, e deve ser votada hoje (14/03).

Em 2001, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil a pagar uma indenização de US$ 20 mil para Maria da Penha, valor que foi corrigido na proposta do Governo do Ceará.

Desde junho de 2005, as providências para a reparação e a possível indenização financeira estavam sendo discutidas pela ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as mulheres e pelo então governador cearense, Lúcio Alcântara. Somente agora, o atual governador, Cid Gomes decidiu cumprir a recomendação da OEA.

“Sinto-me recompensada não pelo valor da indenização, mas pelos avanços que minha história proporcionou à legislação brasileira”, disse a farmacêutica.  “Vejo como muito positivo o reconhecimento do governo estadual da condenação do Brasil pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que considerou que houve realmente uma falha do Estado e isso está sendo reconhecido, o que não aconteceu na administração anterior”, agradeceu.

Lei Maria da Penha

Tudo começou em maio de 1983, quando simulando um assalto seu então marido, o economista colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, lhe deu dois tiros, enquanto dormia, e lhe deixou paraplégica. Depois disso, Viveros ainda tentou assassiná-la por eletrocução. A partir desse episódio, foram anos de luta. Em 2006, a Lei foi aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e sancionada, em 7 de agosto do mesmo ano, pelo presidente Lula.

Considerada um marco legal para a efetivação dos direitos das mulheres, a Lei Maria da Penha tipifica a violência doméstica e familiar como crime, institui medidas protetivas de urgência, por exemplo, o afastamento do agressor do lar, determina a criação de Juizados ou Varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, com competência cível e criminal, entre outros.”

Fonte: Presidencia.gov.br

Homens pelo fim da violência contra a Mulher.

Campanha brasileira do Laço Branco.

“A Campanha Brasileira do Laço Branco tem o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a eqüidade de gênero , através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos. “

Quem quiser saber mais, entre no site da campanha.