Além do Gênero

Tag: feministas

Feministas e felizes.

“O termo “feminista” muitas vezes é visto como pejorativo. No entanto, uma pesquisa da publicação acadêmica “Sex Roles” acaba de trazer à tona um lado positivo: as relações feministas tendem a ser mais românticas e felizes. De acordo com o estudo divulgado este mês, é errado pensar que as mulheres que lutam por ser direitos brigam mais com seus parceiros.

As psicólogas Laurie Rudman e Julie Phelan, da Universidade Rutgers (EUA) entrevistaram 531 pessoas, entre estudantes e adultos jovens. A conclusão é que um casal alinhado com os ideais feministas tem mais chance de ter um relacionamento de qualidade. Ao mesmo tempo que as mulheres se sentem mais seguras, os homens percebem que elas se tornam mais tranqüilas. A felicidade também se manifesta na satisfação sexual.

Que mulheres auto-confiantes são menos carentes e mais companheiras, disso ninguém duvida. O que surpreende é que, ao contrário do que se pensava, os homens não estão se sentindo ameaçados: eles aprenderam a ver as vantagens! Sinal dos tempos? Com certeza.”

Fonte: feminice.com.br

Central de Atendimento à Mulher

                                                                         

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Central de Atendimento à Mulher

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – funciona 24 horas por dia, de segunda à domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e o atendimento é de âmbito nacional.

Atendimento qualificado – A Central funciona com atendentes capacitadas em questões de gênero, nas políticas do Governo Federal para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres. Utilizam um banco de dados com mais de 260 perguntas e respostas elaboradas com base nas informações disponíveis na Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) e em todas as denúncias já recebidas por sua Ouvidoria. A capacitação das atendentes foi desenvolvida em parceria com o Instituto Patrícia Galvão, de São Paulo.

A criação da Central atende a uma antiga demanda dos movimentos feministas e de mulheres e de todos aqueles que atuam no contexto de mulheres em situação de violência. Além de encaminhar os casos para os serviços especializados, a Central fornecerá orientações e alternativas para que a mulher se proteja do agressor. Ela será informada sobre seus direitos legais, os tipos de estabelecimentos que poderá procurar, conforme o caso, dentre eles as delegacias de atendimento especializado à mulher, defensorias públicas, postos de saúde, instituto médico legal para casos de estupro, centros de referência, casas abrigo e outros mecanismos de promoção de defesa de direitos da mulher.

As beneficiárias diretas desse serviço serão as mulheres, mas o enfrentamento à violência contra a mulher repercute positivamente sobre toda a sociedade. Com a Central de Atendimento, todas as mulheres poderão receber atenção adequada quando em situação de violência, sem nenhuma exposição, pois o sigilo é absoluto e a identificação será opcional. Mas não só as mulheres que podem acionar os serviços. Homens que queiram fazer denúncias de casos de violência contra a mulher serão bem acolhidos.

A Central de Atendimento à Mulher é uma parceria da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) e as empresas Embratel, Eletronorte, Eletrobrás, Furnas e do Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

Entrevista.

“O feminismo foi derrotado’, diz professora da USP.

Para Maria Elisa Cevasco, conquistas das feministas ficaram aquém das ambições de 68.
‘As sem-terra são mais ícones do feminismo do que a Madonna’, opina a professora.

“O feminismo foi derrotado”. Tal constatação, feita em pleno ano em que se completam quatro décadas da emblemática queima de sutiãs pelas feministas em maio de 68, é da professora Maria Elisa Cevasco, de 56 anos. Doutora em Letras e professora de Estudos Culturais da Universidade de São Paulo, ela viveu a efervescência do movimento feminista e é com decepção que chega a essa conclusão.

“O feminismo só seria possível em uma outra sociedade, regida por valores humanos e não mercadológicos”, opina Maria Elisa, autora do livro “Dez lições sobre estudos culturais” e que atualmente edita o romance com toques feministas “Cartas a Legba”, de Susan Willis.

Para a professora, as mulheres do movimento dos sem-terra são muito mais símbolos do feminismo do que a cantora Madonna. “As celebridades têm aqueles rostos cheios de botox. É uma mesmice que se apresentam como novidade”.

O G1 conversou com a professora sobre feminismo e cultura pop. Confira:

G1 – Em 68 as feministas queimaram sutiãs em praça pública, como um símbolo do fim da repressão masculina. O movimento conseguiu alcançar suas metas nos últimos 40 anos?
Maria Elisa Cevasco – O feminismo foi derrotado. Os fundamentos daquela época pressupunham um mundo diferente. Um dos slogans do feminismo americano era “seja realista, exija o impossível”, ou seja, a reivindicação era por uma mudança radical. O feminismo só seria possível em uma outra sociedade, regida por valores humanos e não mercadológicos, como temos hoje.”

Matéria completa: Site Uol.

Será?!