“Aborto: As mulheres decidem, a sociedade respeita e o Estado garante.”
“Bento XVI defendeu a excomunhão de políticos que legalizem o aborto O Papa chegou ontem a São Paulo, iniciando a sua visita de cinco dias ao Brasil com o desejo de que a Igreja latino-americana reforce a sua identidade “promovendo o respeito pela vida desde a sua concepção até ao seu declínio natural”. Bento XVI, que discursou em português, foi recebido pelo Presidente Lula da Silva.
Ainda a bordo do Boeing 777 da Alitalia, o Papa defendeu que os políticos católicos que aprovem a legalização do aborto sejam excomungados. “Está escrito no direito canónico que a morte de uma criança é incompatível com a comunhão “, disse. Bento XVI referia-se à ameaça de excomunhão proferida pela hierarquia da Igreja mexicana ao presidente da câmara da Cidade do México, que aprovou a liberalização da interrupção voluntária da gravidez.
A polémica sobre o aborto foi também lançada no Brasil pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ontem, o ministro afirmou que se os homens engravidassem “a questão já estaria resolvida há muito tempo”.
Além do aborto, o Papa deverá também falar da sua “preocupação” com a progressão das “seitas” no Brasil, numa referência às igrejas evangélicas e pentecostais. Nos últimos anos, o número de católicos no Brasil caiu para quase 74% – ou seja 140 milhões -, enquanto os evangélicos representam já perto de 18% da população. “Devemos tornar-nos mais missionários, ou mais dinâmicos, para oferecer respostas à sede de Deus”, afirmou o Papa no avião. O tema será um dos principais da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caraíbas, que Bento XVI inaugura no domingo.”
Fonte: DN Online
Aproximadamente 10 milhões de mulheres estão expostas a gravidez inesperada, seja por falta de informação, de acesso ou uso inadequado dos métodos. (Fonte: Programa de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde).
Estima-se que ocorram no Brasil cerca de 800 mil abortamentos por ano. O abortamento constitui a 5ª causa de internação, é responsável por 9% das mortes maternas e 25% da esterilidade por causa tubária. (Fonte: Programa de Saúde da Mulher M.S.).
No Brasil, 40.1% das mulheres, entre 15 e 45 anos, que vivem em união estão esterilizadas. Na PB, este índice chega a 47.9% (Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde).
As mulheres e os adolescentes constituem a população que mais aumenta no contágio do HIV. No inicio da epidemia, a razão era 01 mulher para 40 homens. 1998/1999, hoje é 01 mulher para cada 01 homem, e em algumas regiões como São Paulo é de 01 para 01. ( Fonte: Coordenação DSTs/AIDs M.S.).
No Brasil, 18% das adolescentes, entre 15 e 19 anos, ficaram grávidas pelo menos uma vez. Uma, em cada três mulheres de 19 anos, já é mãe, ou está grávida do 1º filho; 49.15% desses filhos foram indesejados. No Nordeste, 20% das adolescentes têm pelo menos um filho. (Fonte: PNDS).
Na Paraíba, a taxa de mortalidade materna na PB (1996) é de 82,58% por 100.000 nascidos vivos com índice de 3,8 óbitos por 10.000 internações por curetagens após aborto, este mesmo dado é de 2,0 para o Brasil.
Em João Pessoa, de cada 5 mulheres que procuram a maternidade pública, 2 buscam assistência ao aborto incompleto (Fonte: Cunhã Coletivo feminista/97).
Em João Pessoa, no primeiro semestre de 1999, quatro crianças entre 09 e 12 anos estiveram na rede pública de saúde para serem assistidas no parto ou abortamento incompleto. (Fonte: Cunhã – Coletivo feminista/99).
“Débora Diniz: “A gestação não pode ser um dever imposto pelo Estado, ela tem que ser um direito de escolha”.
A antropóloga argumenta que o Brasil, por ser um Estado laico (que se opõe a tudo o que tenha qualquer ligação com a religião organizada), deve dar a liberdade para que as pessoas possam manifestar as crenças que quiserem, inclusive crença alguma.”
Simone de Beauvoir.
“O Segundo Sexo” foi publicado há cinquentae cinco anos. Nesta obra, Simone de Beauvoir fazia uma “chamada às armas” contra a discriminação a que as mulheres continuam a ser sujeitas. Aí escreveu “Ninguém nasce mulher mas sim torna-se mulher.
“O Segundo Sexo” é uma obra seminal que estabeleceu de imediato uma plataforma de discussão acesa sobre a condição feminina e o(s) feminismo(s). Apesar das várias polémicas que sempre suscitou, tem servido de referência para a maior parte dos ensaios, debates e discussões posteriores. Camille Paglia afirmou que ao lê-la, aos dezasseis anos, mudou toda a sua vida: “Teve um grande impacto sobre mim; a minha independência intelectual data dessa momento. O “Segundo Sexo” continua a ser a obra suprema do feminismo moderno”. Quanto a Katte Millett baseou “Sexual Politics” na obra de Simone e a australiana Germaine Greer foi nela que se inspirou, principalmente no tratamento do tema do envelhecimento feminino e suas consequências. É possível encontrar notas sobre de Beauvoir em quase todos os estudos femininos
Quando surgiu, em 1949, “O Segundo Sexo” causou tanta admiração quanto estranheza. Era uma obra vasta, dividida em dois volumes, bem documentada e alicerçada na lógica e no conhecimento e muito pouco “feminina”. (Às mulheres estavam reservado géneros como o romance ou a novela). Tendo como missão pôr a nu a condição feminina, explorava áreas ligadas à situação da mulher no mundo, englobando história, filosofia, economia, biologia, etc., bem como alguns “case studies” e algumas experiências particulares. Simone queria demonstrar que a própria noção de feminilidade era uma ficção inventada pelos homens na qual as mulheres consentiam, fosse por estarem pouco treinadas nos rigores do pensamento lógico ou porque calculavam ganhar algo com a sua passividade, perante as fantasias masculinas. No entanto, ao fazê-lo cairiam na armadilha de se auto limitarem. Os homens chamaram a si os terrores e triunfos da transcendência, oferecendo às mulheres segurança e tentando-as com as teorias da aceitação e da dependência, mentindo-lhes ao dizer que tais são características inatas do seu carácter. Ao fugir a este determinismo, Simone abriu as portas a todas as mulheres no sentido de formarem o seu próprio ser e escolherem o seu próprio destino, libertando-se de todas as ideias pré-concebidas e dos mitos pré-estabelecidos que lhe dão pouca ou nenhuma hipótese de escolha. Assim, a mulher, qualquer mulher, deve criar a sua própria via, mesmo que seja a de cumprir um papel tradicional, se for esse o escolhido por ela e só por ela.
Mas numa sociedade ainda sob o choque das profundas alterações provocadas pela Guerra, a posição das mulheres tinha-se fortalecido pela ausência dos homens, mortos, desaparecidos ou ausentes. Mas Simone lançava um alerta dizendo: “…a Idade de Ouro da mulher não passa de um mito… A sociedade sempre foi masculina e o poder político sempre esteve nas mãos dos homens.”. “A humanidade é masculina” observou ela “…e um homem não teria a ideia de escrever um livro sobre a situação peculiar de ser macho…e nunca se preocupa em afirmar a sua identidade como um ser de um determinado género; o facto de ser um homem é óbvio.” É importante colocar como ponto de partida para o estudo de “O Segundo Sexo” e do resto da obra de Simone de Beauvoir, o fato que ela, apesar de reconhecer que os homens oprimem as mulheres, não deixa de lhes apreciar as capacidades.”
Fonte: Simone de Beauvoir.
Frases: Mulher X Homem
- Um homem perde 90% da sua inteligência quando fica viúvo, e os outros 10% quando morre o cachorro.
- Primeiro Deus criou o homem… depois teve uma idéia melhor.
- Dizem que os homens são todos iguais, mas eu discordo. É um pior que o outro!
- Atrás de um grande homem tem sempre uma grande mulher… mandando nel
- O homem nasce sorrindo, vive traindo e morre mentindo.
- Homem é como uma bolsa, por mais que seja necessário, não precisamos andar sempre com uma.
- O sexo do homem é igual a comida no microondas, 30 segundos e já foi.
- A posição sexual que os casais mais usam é a de cachorrinho: o marido senta e implora, a mulher rola e finge de morta.
- Nenhum homem merece ser traído, pois adultério é pecado e nenhum homem merece que uma mulher peque por ele.
- Um homem sem chifre é um animal indefeso.
- Existem três tipos de homens: Os ricos, os bonitos e os que não me interessam!
- Chifre foi feito para o homem, o boi usa de invejoso.
- Amor e igual capim, ele nasce e vem um jumento e acaba com tudo.
- Homem é igual a telefone público, 80% nao funcionam, e os outros 20% estão ocupados.
- Homens são rascunhos, mulheres a perfeição.
- O maior prazer de uma mulher inteligente, é bancar a idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
- Deus inventou o homem porque vibrador não corta grama.
- Mulher nunca engana os homens, apenas pratica o que aprendeu com eles.
- Homem tinha que ser comprado no mercado, pois são todos farinha do mesmo saco.
- A diferença entre um homem e uma banana é que a banana fica madura.
- Uma parte dos homens agem sem pensar, e a outra metade nem pensa.
- O homem é um ser tão dependente, que até pra ser corno precisa da mulher.
- A mulher que não tem sorte com homens não sabe a sorte que tem.
- A única forma de saber se um homem está mentindo é ver se seus lábios estão se mexendo.
- Sabe porque os homens preferem as mulheres virgens? Porquê ele não aceitam criticas.
Recebido por e-mail.
Rosie, ícone cultural e feminista nos EUA:
Quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, em dezembro de 1941, e os homens foram enviados para a linha de frente, ficou a questão: “quem iria trabalhar nas fábricas, principalmente produzindo material bélico?”.
Para satisfazer essa necessidade emergencial de mão de obra, o governo americano passou a convocar as mulheres que, até então, eram estimuladas a ficar em casa, cuidando dos filhos e esperando o marido chegar do trabalho.
“Rosie, the Riveter” foi criada como um personagem de campanha para convencer as mulheres a dar a sua contribuição à guerra. Em 1940, apenas 10%, das mulheres que trabalhavam, estavam em fábricas. Em 1944, esse tipo de emprego já representava 30%. Apesar do salário ser desigual (a média de salário de um homem trabalhando numa fábrica, na guerra, era de U$54.65 por semana, enquanto que as mulheres recebiam apenas U$31.21, pelo mesmo trabalho) e com péssimas condições de trabalho, muitas mulheres cederam ao apelo de “Rosie”, que as convenceu que entrar no mercado de trabalho seria um “dever patriótico”.
Em 1942, somente entre os meses de janeiro e julho, estima-se que a proporção de empregos “aceitáveis para as mulheres” nos EUA aumentou de 29 para 55%. Em 1945, uma em cada três trabalhadores era uma mulher. Com o fim da guerra, e a volta dos homens ao país, a expectativa era que todas as mulheres “devolvessem” seus empregos, automaticamente.
Muitas “Rosies” voltaram pra casa, mas muitas outras, e as suas gerações seguintes, perceberam que o trabalho em fábricas era uma possibilidade para as mulheres e se recusaram a desistir do seu salário (ainda que pequeno) para voltar a cozinhar tortas de maçã pros maridos e filhos.
De todos os cartazes utilizados na campanha de guerra, o mais famoso é o de “Rosie, the Riveter”, que diz “We Can Do It” (“Nós podemos fazê-lo”), que teve como modelo Geraldine Doyle, uma operária de 19 anos, de uma fábrica de Michigan, em 1942 e virou símbolo do movimento feminista em todo mundo!
Tipos de feminismo:
Dentro do feminismo, existem tipo definidos. Conheça alguns deles:
“* O feminismo individualista, inspirado pelo trabalho e pela atuação das primeiras feministas, define igualdade como tratamento igual perante as leis e advoga a remoção das palavras homem e mulher da redação destas, promovendo, assim, reformas – opondo-se a revoluções – que permitam uma igual participação da mulher na vida pública. O feminismo individualista se opõe ao paternalismo estatal com relação às mulheres e, arrostando o feminismo radical e retomando as reclamações das primeiras feministas, afirma que as mulheres, por serem, tanto quanto os homens, indivíduos pensantes e morais, devem ser responsabilizadas pelos seus próprios atos. O feminismo individualista crê que o que determina a classe a que um indivíduo pertence é a relação deste com o Estado, e não o seu gênero. Intelectuais libertários abolicionistas do século XIX exerceram uma grande influência sobre o feminismo americano da época – que traçou um paralelo entre a situação dos escravos negros e das mulheres – e sobre a corrente individualista atual. Representantes famosos de feministas individualistas são, além de Wendy McElroy, a professora e escritora Camille Paglia, a jornalista Cathy Young, Sharon Presley e Joan Kennedy Taylor.
* O feminismo liberal atua sobre a sociedade para integrar a mulher à sua estrutura e calca sua ação sobre a teoria do contrato social do governo instituído pela Revolução Americana. Normalmente, contrariando as colegas radicais, as feministas liberais, ao menos aquelas ainda ligadas ao liberalismo clássico, se opõem à censura como um todo (que poderia ser usada para abafar a voz das mulheres) e também no caso particular da pornografia, embora algumas delas adotem as posições extremistas do feminismo radical sobre a pornografia. Aqui, a igualdade é definida não apenas como tratamento indistinto perante a lei, mas também como equivalência de poder socio-econômico entre homens e mulheres. Desta forma, as feministas liberais não descartam o intervencionismo estatal como um meio para que tal paridade seja atingida. Segundo McElroy, esta corrente é um misto de feminismo libertário e feminismo radical. Grandes exemplos de feministas liberais são a moderada Betty Friedan, a dita mãe do feminismo moderno e co-fundadora da National Organization for Women (da qual foi mais tarde expulsa), a escritora Naomi Wolf e a jornalista Susan Faludi.
* O feminismo radical, seguindo a teoria da desconstrução sob a perspectiva de Foucalt, defende a criação de uma arena, desligada da tirania do discurso político e filosófico de caráter masculino, onde as mulheres poderiam expressar seus sentimentos e experiências, os quais adquiririam universalidade intelectual e cultural. Algumas feministas radicais, ignorando recentes evidências biológicas do contrário, argumentam que diferenças sexuais no que respeita ao comportamento são fruto unicamente da influência e das interações sociais. Na perspectiva deste tipo de feminismo, a igualdade só pode ser atingida estabelecendo novas legislações que cerquem as mulheres de proteção e privilégios, para compensá-las pelas alegadas injustiças passadas e presentes às quais foram e, segundo as ativistas desta corrente, ainda são submetidas enquanto classe. Em contraste com a corrente individualista, o feminismo radical apóia revoluções e grossas transformações no sistema político e legal — em vez de reformas que busquem a inclusão –, já que é este o sistema que oprime as mulheres. Tão forte é a sua negação da filosofia e da intelectualidade tradicionais que algumas pensadoras desta corrente objetam ao uso da lógica e da dialética e à revolução tecnológica como formas da atuação patológica e do pensamento masculinos. Não raro pregam elas uma verdadeira segregação entre mulheres e homens, sendo estes últimos responsabilizados pelos grandes problemas da humanidade. Notáveis neste meio são a advogada Catherine MacKinnon, a filósofa Mary Daly, a escritora Andrea Dworkin e seu marido e o também escritor John Stoltenberg.”
Informação retirada de wikipedia.org.
Começo.
Bem-vindos.
Reunirei aqui frases, imagens, reportagens, símbolos, vídeos, textos, tirinhas, ou qualquer outro tipo de informação e manifestação pertinente ao feminismo.
A começar, com uma explanação do que significa o movimento, retirada de wikipedia.org:
“A definição de feminismo como um movimento político de mulheres que lutam pela eqüidade com relação aos homens, embora seja a definição mais recorrente não é a mais precisa.
No verbete equivalente em inglês temos a definição de feminismo como uma ideologia que objetiva a igualdade – ou o que seria mais preciso – a eqüidade entre os sexos. Contudo, há autoras feministas que procuraram demonstrar como a própria concepção de sexo biológico advém de uma compreensão simbólica do mundo que é orientada pela concepção de gênero.
O verbete equivalente em francês define feminismo como um conjunto de idéias políticas, filosóficas e sociais que procuram promover os direitos e interesses das mulheres na sociedade civil. No entanto, os feminismos, em suas múltiplas formas (como veremos a seguir), estão relacionados a desejos, políticas e interesses de outros grupos civis, não somente de mulheres.
Autoras e autores como Joan Roughgarden (Department of Biological Sciences Stanford University) , Anne Fausto-Sterling (Department of Molecular and Cell Biology at Brown University) e Thomas Laqueur (Department of History, University of California Berkeley), procuraram observar a suposta justificativa biológica da divisão binária entre os sexos para compreender os pressupostos que sustentariam tal divisão binária fêmea/macho, e subseqüente heterossexualidade, e concluíram, cada qual à sua maneira, que não há uma materialidade anterior ao pensamento humano que justifique a divisão binária entre os sexos, mas que essa divisão existe como modo de pensar e dar sentido à experiência.
Dessa forma, compreende-se que a divisão entre os sexos é uma forma cultural, histórica e, portanto, situacional de dar sentido ao mundo.”
Obrigada e voltem sempre.





